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sábado, 05 de março de 2016

Vacina contra o HPV pode prevenir câncer de colo de útero na mulher

Ter ou não um câncer pode ser uma questão de sorte ou azar, principalmente em relação ao vírus do HPV. O paciente pode pegar o HPV e ter apenas uma verruga ou pode ter um câncer de colo de útero, no caso das mulheres, por exemplo - por isso, é importante tomar a vacina contra o vírus, extremamente eficaz na prevenção desse e de outros tipos de câncer causados por esses vírus, como o de boca, garganta e até mesmo anal, como alertou o infectologista Caio Rosenthal no Bem Estar desta segunda-feira (27).

De acordo com o médico, é ideal, no entanto, que os jovens se vacinem antes do início da vida sexual ou entre os 9 e 26 anos de idade. Ele explicou que existem mais de 100 tipos de vírus do HPV - até mesmo um simples olho de peixe pode ser um deles e o paciente deve ir ao médico para tratar já que pode ser transmitido por contato de pele. Até mesmo as crianças podem ter um tipo de vírus que se manifesta como uma verruga no dedo ou nas mãos - geralmente, esse HPV não traz grandes problemas, mas pode ser removido por um dermatologista.

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HPV (Foto: Arte/G1)
 

Em casos mais graves, o HPV pode ser detectado através de um exame papanicolau nas mulheres ou até mesmo por uma observação clínica do médico. Se for o caso, ele pode pedir ainda uma biópsia para concluir o diagnóstico e verificar se aquele tipo de vírus é cancerígeno ou não.

Além da transmissão pelo contato de pele, o vírus pode ser transmitido também através da relação sexual. Em muitos casos, o paciente pode contrair o HPV de alguém que nem sabia que tinha porque nem sempre o vírus está latente, então a pessoa não tem como saber qual tipo pode pegar - por isso, mais uma vez, é importante tomar a vacina e também usar camisinha.

 

*No vídeo ao lado, o infectologista Caio Rosenthal e o urologista Alberto Antunes respondem perguntas dos internautas sobre HPV e varicocele. Confira!

A vacinação, inclusive, foi a medida de prevenção tomada pela Solange, mãe do Lucas e da Nátalia, como mostrou a reportagem do Phelipe Siani. Ela levou os filhos para tomar a vacina, mesmo com a resistência dos adolescentes. No entanto, ela não pagou barato por isso - são 3 doses e cada uma custa R$ 379. Esse preço é justificado porque a vacina é fabricada na Europa e até chegar ao paciente, tem um caminho cercado de cuidados especiais. Porém, o valor tende a baixar com o tempo.

 

No entanto, nos homens, além dos cuidados com o HPV e o câncer de pênis, é preciso prestar atenção ainda no tamanho da próstata. No caso do advogado Gaspar Lorenzini Neto, por exemplo, a próstata aumentada trouxe diversas consequências ruins para o seu dia a dia e ele mal conseguia segurar a urina para tomar um simples café (veja no vídeo ao lado).

Para tratar o problema, ele se submeteu a um procedimento novo, testado em cachorros que tinham a próstata aumentada. É a embolização, que diminui a circulação no órgão e reduz seu tamanho. A técnica é rápida, o paciente toma anestesia local e pode voltar para casa no mesmo dia.

Bem Estar - Infográfico sobre problemas de próstata (Foto: Arte/G1)
 

Há ainda a preocupação com a varicocele, que são varizes no testículo e são também a maior causa de infertilidade nos homens. Estima-se que cerca de 15% dos adolescentes a partir dos 10 anos de idade tenham esse problema, que pode causar uma parada do sangue na região do testículo. Além do diagnóstico clínico, a varicocele pode ser detectada também por um exame de ultrassom. Se for diagnosticada, o paciente pode fazer uma cirurgia, onde as veias são cortadas e amarradas para o sangue voltar a circular

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Médicos dão dicas para evitar vírus da hepatite B, hepatite C, HIV e HPV

Os vírus da hepatite B e C, do HIV e do HPV são uma grande ameaça - estima-se que 1 a cada 10 pessoas no mundo esteja contaminada com pelo menos um deles.

Como explicaram os infectologistas Caio Rosenthal e Rosana Richtmann no Bem Estar desta segunda-feira (4), um dos meios de prevenção é o uso da camisinha na relação sexual – no caso do HPV, há 70% de proteção.

Os médicos alertaram que todas essas doenças não têm cura e por isso a prevenção é muito importante. Além do uso da camisinha, há também a vacinação - no caso do HPV, a vacina ainda não está disponível na rede pública; mas no caso da hepatite B, ela pode ser encontrada em qualquer posto de saúde.

 

Porém, para se vacinar contra a hepatite B, o paciente precisa ter até 29 anos, 11 meses e 29 dias e pertencer ao grupo de risco (gestantes, profissionais da saúde, bombeiros, policiais, manicures, índios, doadores de sangue, homossexuais, usuários de drogas, portadores de DSTs).

Vale lembrar, no entanto, que a imunização só é efetiva após as três doses da vacina.

Hepatite (Foto: Arte/G1)

 

 

Além disso, no caso das mulheres, é importante também evitar compartilhar objetos no salão de beleza para evitar a contaminação pelo vírus da hepatite C, que pode causar câncer ou até mesmo levar ao transplante de fígado.

O ideal é que cada uma leve seu próprio kit de manicure ou escolha um estabelecimento confiável – agulhas e seringas também não devem ser divididas.

Mesmo com todos esses cuidados preventivos, os médicos alertaram que é sempre bom realizar exames para saber com antecedência se há algum desses problemas porque o tratamento precoce pode garantir a qualidade de vida do paciente.

 

Segundo a infectologista Rosana Richtmann, no caso do HPV, o paciente pode não ter nenhum sintoma e, por isso, é recomendável que as mulheres façam o exame de papanicolau regularmente.

Além disso, é bom também realizar exames de sangue com frequência para diagnosticar o quanto antes qualquer outra dessas doenças.

Os médicos alertaram também que pessoas que já tiveram HPV podem voltar a ter e, nesses casos, a importância dos exames é ainda maior. A recomendação é que o papanicolau seja feito uma vez ao ano a partir do início da vida sexual – após dois resultados negativos, a mulher pode aumentar esse intervalo e se examinar a cada três anos.

HPV (Foto: Arte/G1)
 

Se o resultado dos exames der positivo para hepatite B, C e HIV, é importante sempre realizar um novo teste para confirmar o diagnóstico. Se confirmado, os tratamentos também estão disponíveis no Sistema Único de Saúde.

No caso da hepatite C crônica, muitas vezes o tratamento com remédio não é necessário, principalmente se o fígado estiver preservado. Porém, os pacientes não podem beber, tomar remédios sem orientação médica e, no caso das mulheres, fazer escova progressiva com formol nos cabelos. Em casos mais graves, às vezes é necessário que o paciente tome uma injeção a cada semana.

Em relação ao HIV, dependendo do estágio da infecção e das características do paciente, ele pode ter que tomar até 14 comprimidos por dia ou 420 por mês. Porém, os médicos alertaram que é possível viver bem com a doença, basta ter disciplina com o tratamento. De qualquer maneira, a dica é sempre usar a camisinha como medida de proteção.

 

O infectologista Caio Rosenthal comentou também a notícia deste domingo (3), de que pesquisadores dos Estados Unidos apresentaram o que, segundo eles, é o primeiro caso documentado de “cura funcional” de uma criança infectada pelo HIV. Segundo o médico, a criança filha de uma mãe portadora do HIV geralmente é tratada apenas com um medicamento, mas nesse caso, o bebê foi tratado com três remédios.

De acordo com o médico, essa foi uma boa notícia para a medicina, porém é bom saber que a "cura funcional" significa que o vírus se mantém indetectável pelos testes clínicos padrões, mas que ainda não é possível saber se a doença se manifestará. O alerta, no entanto, vai para a importância da mãe com HIV realizar um bom pré-natal para proteger o filho.

arte aids (Foto: arte / G1)