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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Moda da barba faz mercado oferecer produtos e serviços especiais

Homens estão cada vez mais adotando o estilo barbado
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 Desenhada, desleixada, de lenhador. Independentemente do estilo, as barbas estão de vez no rosto dos homens brasileiros, e para manter o visual sempre impecável é preciso cuidar bem dos pelos. O crescimento do mercado de beleza masculino, em especial o voltado para as barbas, vem provocando o surgimento de lojas especializadas no atendimento a eles, com um ambiente exclusivo, descontraído e com serviços especiais.


Na Barbearia do Zé, que fica na galeria do Imperator, no Méier, os clientes estão mais exigentes, metódicos e detalhistas quando o assunto é a barba. Segundo Bruno Golek, coordenador geral de atendimento, os homens estão mais preocupados com a barba do que com o cabelo.Xampus, cremes, pomadas, óleos e muito mais podem ser encontrados por quem quer deixar a barba bem cuidada.

— Aqui na loja os serviços de barba chegam a 70% do total — diz Golek.

Segundo ele, o movimento não para de subir. Todos os dias são atendidos pelo menos 110 homens e nos fins de semana esse número chega a 150, mostrando que é grande a procura por esse tipo de serviço especializado de estética masculina.

E os cuidados com a barba não se resumem apenas em uma ida ao barbeiro todo mês. É importante investir em produtos para cuidar dos pelos em casa diariamente. Os cuidados podem ir do básico xampu e creme até o antifrizz e óleo finalizador. Dependendo da marca e da quantidade de produtos, esse investimento pode chegar a R$ 150 por mês.

Usando todos os dias, eles duram cerca de um mês, por isso a recomendação é sempre escolher itens de qualidade.

 

Além do visual por si só, é importante manter a higiene da barba. Assim como os cabelos, ela precisa de cuidados especiais para não deixar cheiro, notadamente por estar em contato direto e diário com alimentos. Por isso, os especialistas indicam o uso de xampus e condicionadores próprios. Quem não puder gastar muito deve passar o sabonete todos os dias: já ajuda a deixar a barba limpa.

Wagner Lourenço é um dos clientes da loja do Méier e usa o visual de barba desenhada há mais de um ano. Para ele, que também trabalha com barbearia, além do serviço diferenciado, o ambiente descontraído é um fator positivo para fazer o cliente se fidelizar e sair de casa para cuidar do visual.

Visual de Lenhador

A grande variedade de barba juntamente com a aceitação maior da sociedade desse estilo estão entre os fatores do aumento de homens barbados. Talvez por isso, o visual lenhador, com a barba mais cheia, mais longa e com queixo acentuado, esteja entre os campeões de pedidos na região, como atesta Jurandir Gonçalves, proprietário da BeerBearia, com lojas nos bairros de Olaria e Vicente de Carvalho:

— A tendência masculina na utilização dos diversos estilos de barba vem crescendo muito. Antes, a premissa do homem com boa aparência era o cara clean; hoje, quem tem uma barba legal e bem cuidada é bem visto pelo mercado de trabalho. A mentalidade mudou.

Na loja da rede no Carioca Shopping, o visual de lenhador também está entre os mais requisitados. No local, que atende uma média de 350 pessoas por mês, os profissionais utilizam produtos específicos para o barbear correto e a manutenção dos fios da linha Fusion Barboterapia como Shaving Gel, Shaving Cream e Beard Oil.

Desde que parou de cuidar da barba em casa, o cliente Thiago Vinhas vai todo mês à BeerBearia. Para ele, um serviço especializado faz toda a diferença.

 

Aberta há três meses, a Don Giovanni Barbearia Vintage é outra que vem se beneficiando da “multiplicação dos barbudos”. Segundo Giovanni, proprietário do estabelecimento, o movimento de clientes, em média na faixa dos 30 anos, vem aumentando a cada mês.

Diferentemente de outros estabelecimentos, lá o que reina na lista de pedidos é a barba modelada, mais rente ao rosto. A barbearia oferece diversos serviços para quem vai se barbear, como toalha quente para abrir os poros, massageador e óleos.

Para quem quer deixar a barba crescer, a dica é apará-la a cada 15 dias e ter muita paciência. E claro, procurar a orientação de um profissional especializada.


 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Informe do DIA: Temer e Pezão devem assinar acordo na quinta-feira

Por PAULO CAPPELLI

Rio - O presidente Michel Temer e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, pretendem assinar depois de amanhã o acordo financeiro que vai gerar um alívio imediato nas contas do Palácio Guanabara. Pezão tem dito a líderes de bancadas da Assembleia Legislativa que, com a simples assinatura do documento, o governo estadual receberá dinheiro suficiente para quitar, até 10 de fevereiro, salários atrasados e décimo terceiro.

Três operações financeiras são analisadas por técnicos do Ministério da Fazenda e da Secretaria Estadual de Fazenda — duas relacionadas a royalties de petróleo. Cada uma delas pode representar cerca de R$ 1 bilhão para os cofres do estado.

Incentivo

O socorro imediato por parte do governo federal tem explicação: colocar em dia o salário do funcionalismo estadual é condição imposta a Pezão, por todos os 70 deputados da Assembleia Legislativa, para que votem as contrapartidas exigidas pela União. Entre elas, o aumento da contribuição previdenciária e a federalização, e subsequente privatização, da Cedae. 

Cautela

A dois dias da assinatura, cada vírgula ainda é analisada com lupa pelo governo federal. Isto porque Temer acredita que o texto do acordo com o Rio servirá de base para novos que serão celebrados com outros estados.

Presença

O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), e a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, devem participar da cerimônia. A possibilidade de adiamento por entraves burocráticos existe, mas é remota segundo auxiliares de Temer. 

Aumento progressivo

Líder do DEM, que junto com o PDT tem a segunda maior bancada da Alerj, com sete deputados, Milton Rangel diz que o partido vai propor emenda ao texto que pede o aumento imediato da contribuição previdenciária de 11% para 14%. “Vamos sugerir um acréscimo escalonado, de 1% ao ano durante três anos. É menos impactante. E isso com a garantia do salário em dia.” 

Haja negociação

Apesar de a ideia já ter sido colocada em pauta por André Lazaroni, líder do PMDB, partido de Pezão, na Alerj, um representante do Palácio Guanabara demonstra preocupação: “O aumento escalonado não resolve a situação. Nós não devemos recuar neste ponto.” 

Cedae

Já no que diz respeito à federalização e privatização da Cedae, o DEM não criará dor de cabeça ao Palácio Guanabara.

Fonte: O Dia

quinta-feira, 08 de dezembro de 2016

Informe: Metrô Rio entra na Justiça contra reajuste do contrato com estado

Informe: Metrô Rio entra na Justiça contra reajuste do contrato com estado

Rio -  O Metrô Rio entrou na Justiça contra a decisão da Agetransp de reajustar o contrato com o governo estadual: a agência reguladora constatou um desequilíbrio de R$ 198 milhões que prejudicaria o estado. O cálculo foi feito levando-se em conta a operação do metrô entre 2007 e 2012. Juiz da 9ª Vara de Fazenda Pública, Marcello Alvarenga Leite não aceitou os argumentos da concessionária: “O ato administrativo possui presunção de legitimidade, inexistindo nos autos qualquer documento capaz de afastá-la”. Com isso, o Metrô Rio terá que aplicar os R$ 198 milhões na compra de novos trens e na modernização do sistema.

Segunda instância

O Metrô Rio, que entrou com ação de “nulidade de ato administrativo”, ainda pode recorrer da decisão. 

Pediu para sair

Assessor com livre acesso ao gabinete de Sérgio Cabral desde os tempos de deputado na Assembleia Legislativa, Ary Ferreira Filho pediu ontem para ser exonerado do gabinete do governador Pezão.

Operações suspeitas

Mês passado, o site da revista Veja publicou reportagem que liga Aryzinho, como é conhecido, a uma imobiliária que teria participado de operações suspeitas envolvendo Cabral. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou R$ 101 milhões movimentados nestas condições. 

Sem resposta

O Palácio Guanabara não soube informar se Ary, que além de ocupar cargo de confiança é concursado da Secretaria de Fazenda, será realocado em outra função no governo.

Agilidade na transição

Pedro Paulo Carvalho (PMDB) prometeu a integrantes da equipe de transição de Marcelo Crivella (PRB) agilizar a liberação de funcionários da prefeitura para que atuem nas tarefas. Viagens de Eduardo Paes ao exterior vinham retardando os trabalhos.

Esportes

Ex-secretário de Esportes de Paes, Marcos Braz, ligado a Romário, é carta fora do baralho para assumir a secretaria na gestão de Crivella. A vaga deve ficar com Márcio Barbosa, que também tem vínculo com o ex-jogador. 

Itaguaí

A eleição para a presidência da Câmara de Itaguaí é só em fevereiro, mas a disputa já está pegando fogo. Prefeito eleito, Charlinho (PMDB) teve que apartar uma acalorada discussão entre os vereadores Carlos Kifer (PP) e Nisan (PSD). Os dois quase chegaram às vias de fato.

 

quinta-feira, 08 de dezembro de 2016

Alerj aprova mudanças sobre o Bilhete Único Intermunicipal

Alerj aprova mudanças sobre o Bilhete Único Intermunicipal

Rio - A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quinta-feira, as mudanças sobre o Bilhete Único Intermunicipal. O valor da passagem vai de R$ 6,50 para R$ 8. Aqueles que ganham mais de R$ 3 mil mensais não terão mais direito ao benefício. O prazo previsto para as mudanças entrarem em vigor é dia 1º de janeiro de 2017.

 

Em uma votação confusa, 29 deputados foram contra a aprovação e não houve registro dos votos no painel eletrônico. 

Atualmente, o benefício só está funcionado no Estado do Rio por causa de uma liminar. A situação da crise está tão agravada que as concessionárias de transportes públicos reclamam da falta de repasses do governo e a dívida gira em torno de R$ 10 milhões.

Renda Melhor e Renda Mais Jovem

Hoje também foi votado a PL 2.246/16, que acabaria com os programas Renda Melhor e Renda Mais Jovem. Em plenário, os parlamentares rejeitaram a proposta.

Ainda nesta quarta-feira, os vereadores votarão o projeto de lei 2.242/16, que propõe o aumento das alíquotas do ICMS. 

FONTE: O Dia

quinta-feira, 08 de dezembro de 2016

Rio quer ajuda da União de pelo menos R$ 5 bilhões na área da Segurança

Rio quer ajuda da União de pelo menos R$ 5 bilhões na área da Segurança



RIO — Depois de um protesto que terminou convertendo o Centro do Rio em uma praça de guerra, o governo pretende pedir uma ajuda financeira emergencial de R$ 5 bilhões a R$ 7 bilhões para a União na área de Segurança. A proposta foi levada à bancada federal do Rio, que já estuda um projeto de lei que garanta essa ajuda. Segundo fontes do Executivo estadual, a ideia é criar um "projeto modelo" de ajuda que possa beneficiar outros estados em crise. Por enquanto, o texto ainda está sendo estudado, de forma que se chegue a uma redação "constitucional". Esse auxílio emergencial, entretanto, ainda não tem o aval do governo federal.

Essa, segundo governistas da própria Assembleia Legislativa do Rio, é a única forma de o Rio atravessar o ano sem um caos instalado na área da Segurança. Interlocutores do governo estadual entregam que o salário dos servidores da Segurança dificilmente será pago no décimo dia útil do mês, o que pode agravar protestos e até gerar uma greve.

De acordo com o deputado federal Hugo Leal (PSB), o governador Luiz Fernando Pezão discutiu com a bancada a necessidade dessa ajuda em uma reunião na última terça-feira, com a bancada do Rio na Câmara dos Deputados. Segundo ele, deputados estão "estudando a constitucionalidade" de um texto para o Projeto de Lei.

— Só não estourou ainda porque o estado recebeu em julho os R$ 3 bilhões relativos à Olimpíada. O Rio precisa de mais recursos. O foco da bancada e tentar consegui-los para a área da Segurança e da Saúde, que estão mais sensíveis - disse Hugo Leal. - O governador disse que é melhor receber recursos, por uma espécie de convênio, que um auxílio da Força Nacional. É difícil. Minas decretou calamidade, o Rio Grande do Sul também. O momento é de dificuldade para todos. Mas, infelizmente, o Governo Federal tem que entender que a situação do Rio é a pior.

Diante do buraco cada vez mais fundo em que parecem estar as contas do governo do estado, muitos deputados estaduais foram ao plenário da Alerj nesta quarta-feira (7) defender a necessidade de uma ajuda federal.

— Peço ao presidente que intervenha em nosso estado. A situação do estado é crítica e tem que haver intervenção federal — argumentou a deputada Tia Ju (PRB).

Outros parlamentares criticaram a falta de pulso do PMDB do Rio para pressionar o governo federal:

— Acho que não tem outro jeito (além da ajuda federal). Não entendo o governador de um partido do presidente da república deixá-lo arrestar R$ 300 milhões. Eles têm que ter um entendimento que eles têm que ajudar. É um governo que se mostra inerte — criticou o líder do PDT, Luiz Martins.

— Ou o governo federal nos ajuda ou o Rio em pouco tempo vai pro buraco e vai levar junto Minas e RS. Num primeiro momento, a coisa mais importante é suspender os bloqueios. Por pelo menos seis meses — disse André Corrêa (DEM).

Sem ajuda, a base do governo na Alerj acreditam que há poucas chances de aprovar o Projeto de Lei do pacote de ajuste fiscal que posterga reajustes para profissionais da Segurança de 2017 para 2020. Com isso, alguns parlamentares da base sugeriram propostas alternativas para suavizar o texto. Uma delas é que o adiamento seja só de janeiro a maio de 2017. Ou seja, de apenas cinco meses. Outra ideia é conceder os reajustes só em junho de 2019, mas corrigidos pela inflação do período.

AÇÃO DA POLÍCIA

A preocupação é tanta que a ação da polícia durante o protesto de terça-feira rendeu várias falas de deputados estaduais no plenário da Alerj, em um dia de votações ligadas ao transporte público e que não teve protesto algum. O próprio presidente da Casa, Jorge Picciani, propôs uma moção de homenagem aos PMs e bombeiros que atuaram no entorno da Alerj, disse que não viu servidores no ato, mas "manifestantes armados com centenas de morteiros":

— Isso não pode ser considerado uma luta normal, e inclusive impede que os servidores que estavam vindo negociar deixem de ir negociar. A maioria dos servidores não quer isso. Os servidores estão legitimados nessas manifestações pelo atraso de salários, pela falta de garantia do 13º. Tudo isso tensiona e agrava, as pessoas tem suas famílias e suas contas. O movimento dos servidores é legítimo, mas esse tipo de morteiro foi o mesmo que vitimou o cinegrafista Santiago — disse Picciani aos jornalistas que acompanhavam a sessão.

A deputada Cidinha Campos (PDT) fez uma fala inflamada a favor da ação da PM durante a sessão:

— Queria agradecer a PM os bombeiros e policia civil. Quando eles foram agredidos, reagiram com toda a tranquilidade, com armas não letais, dando tiros de bala de borracha. Tem muito deputado que reclama da PM mas na hora que o gás entra e a bomba estoura só falta se esconder debaixo da mesa.

Pouco antes, o deputado Dr Julianelli (Rede) criticou o fato de policiais terem atirado bombas contra pedestres que nada tinham a ver com o ato.

— Ontem vi uma atitude que não é compatível com a atitude da PM no Largo da Carioca. Eu estava em uma feira agrícola e a PM soltou bombas lá, arriscando criar pânico dentro do metrô. A presidência da Casa, quando solicita Segurança, precisa recomendar que tenha cuidado . Eram duas viaturas que umas duas ou três bombas ali dentro.

Já o deputado Eliomar Coelho (PSOL), disse que a bancada é contra a violência, mas que a a PM "criminalizou movimentos sociais" durante o ato.



Leia mais: http://oglobo.globo.com/oglobo-20607230#ixzz4SGkmyFy5

 

Por Carina Bacelar - O Globo