Porto Alegre tem alta acima da média nacional em índice de obesidade
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quarta-feira, 19 de abril de 2017
      

Porto Alegre tem alta acima da média nacional em índice de obesidade

Enquanto no país a proporção aumentou de 42,6% para 53,8%, na capital gaúcha, 54,9% dos entrevistados foram considerados acima do peso ideal.

Ocrescimento no índice de excesso de peso entre 2006 e 2016 em Porto Alegre foi superior à média nacional, conforme aponta pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde. Enquanto no país a proporção aumentou de 42,6% para 53,8%, na capital gaúcha, 54,9% dos entrevistados foram considerados acima do ideal.
 
A obesidade em Porto Alegre também é superior à média nacional. No país, passou de 11,8% para 18,9%. Já na capital gaúcha, de 12,1%, chegou a 19,9%. Entre os homens, a proporção de obesos aumentou de 11,4% para 18,1%. Entre as mulheres, 12,1% para 19,6%.
 
O economista Ireno Stoffel conta que vem tendo um aumento no peso nos últimos anos. "Aumentou bastante", conta. "No mínimo uns 15 kg", estima.
 
A funcionária de gráfica Berenice Viana conta que está tentando fazer uma dieta. "É difícil controlar, mas a gente tenta."
 
O médico endocrinologista Airton Golbert afirma que o medo da violência urbana, que faz as pessoas saírem menos a pé, contribui para o resultado. "Nós estamos comendo demais e nos mexendo pouco. Essa é a origem da obesidade", afirma.
 
A pesquisa também mostra redução no consumo de refrigerantes na ultima década, aumento no consumo de hortaliças e que as pessoas estão dedicando mais tempo a atividades físicas. No entanto, casos de doenças crônicas relacionadas à alimentação vêm tendo índices mais elevados. Incidência de diabetes aumentaram 61,8%, de 5,5% 2006 para 8,9% 2016.
 
A pressão alta atinge 25,7% da população no país e 28,2% em Porto Alegre. A orientação dos médicos é procurar os postos de saúde a partir dos 40 anos ou se tiver histórico familiar. "Como a pressão é silenciosa e não dá sintoma por anos, às vezes é importante que a pessoa consiga detectar que está com os níveis da pressão elevados antes de ter um problema mais sério desse tipo", diz o presidente da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul, Gustavo Glotz de Lima.
 
O médico recomenda uma alimentação saudável e exercícios. "A pessoa pode, pela pressão alta, se alertar que está com excesso de peso, começar a fazer dieta para emagrecer, ginástica, atividade física, levar uma vida mais saudável. Além de tratar os níveis pressóricos elevados, ela também diminui o risco de diabetes."
 
É o que a dona de casa Suelen Ferreira, que tem diabetes, diz que vai fazer. "Eu não estava controlando. Agora [vou fazer] toda uma dieta, todo um acompanhamento, um tratamento, para ver se conseguimos controlar esse diabetes", diz.
 
 

Zero Hora

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