Notícias em O melhor do bairro de Praia de ponta Negra, Natal, RN

sexta-feira, 05 de maio de 2017

como tirar a CNH a primeira habilitação permissão para dirigir em Natal - RN

::  Requisitos:

De acordo com o Art.140 do CTB, os candidatos a Primeira Habilitação devem apresentar os seguintes requisitos:

1º - Ser penalmente imputável – 18 (dezoito) anos completos;

2º - Saber ler e escrever;

3º - Possuir carteira de Identidade ou equivalente (identidade funcional com fé pública);

4° - Possuir Cadastro de Pessoa Física – CPF.

::  Documentos Obrigatórios:

  • Original da CARTEIRA DE IDENTIDADE, OU CARTEIRA DE TRABALHO, OU RESERVISTA, em perfeito estado;
  • Original do cadastro da Pessoa Física (CPF), em perfeito estado;
  • Original do COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA (contas, faturas ou extratos)

- See more at: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/detran/Conteudo.asp?TRAN=ITEM&TARG=67994&ACT=&PAGE=0&PARM=&LBL=informa%E7%F5es#sthash.nxdN9tSf.dpuf

 

::  Procedimentos:

   > Inscrição:

A inscrição no DETRAN/RN para obtenção da PERMISSÃO PARA DIRIGIR, será concedida para aquisição da C.N.H, nas categorias “A”, “B” ou “AB”:

1º - Dirigir-se aos Locais de Atendimento do DETRAN/RN, para abrir o processo;

2º - Apresentar documentação necessária e conferir as informações do formulário RENACH;

3º - Será realizada a digitalização de documentos e captura da foto;

4º - Dirigir-se a agência bancária para efetuar o pagamento das taxas;

5º - Realizar os exames Médico e Psicológico no local, horário e data agendado.

:  Curso Teórico-Técnico

  • Estando aprovado nos exames psicológico e médico, você deverá se dirigir a um Centro de Formação de Condutores (CFC);
  • Após a conclusão da carga horária mínima deverá ser agendado o exame teórico-técnico.

::  Aprendizagem de Prática Veicular

  • Após a aprovação do exame Teórico-Técnico, o CFC deverá solicitar sua licença de aprendizagem (LADV), junto ao DETRAN/RN para que as aulas práticas possam ser iniciadas.
  • Após o cumprimento da carga horária mínima exigida para a prática de direção veicular, o CFC agendará a realização do exame de Prática Veicular;

::  Taxas do Serviço:

CATEGORIA "A" OU "B"

VALORES

Permissão para dirigir - categoria "A" ou "B"

R$ 81,00

L.A.D.V categoria "A" ou "B"

R$ 15,00

Exame Clínico-Médico

R$ 41,00

Exame Psicológico

R$ 49,00

TOTAL

R$ 186,00

CATEGORIA "AB"

VALORES

Permissão para dirigir - categoria "AB"

R$ 90,00

L.A.D.V categoria "AB"

R$ 30,00

Exame Clínico-Médico

R$ 41,00

Exame Psicológico

R$ 49,00

TOTAL

R$ 210,00

Observações:

  • Categoria “A” - Condutor de veículo motorizado de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral;
  • Categoria “B” - Condutor de veículo motorizado, cujo peso bruto total não exceda a três mil e quinhentos quilogramas e cuja lotação não exceda oito lugares, excluído o do motorista;

 

 

 

Observações:

  • Categoria “A” - Condutor de veículo motorizado de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral;
  • Categoria “B” - Condutor de veículo motorizado, cujo peso bruto total não exceda a três mil e quinhentos quilogramas e cuja lotação não exceda oito lugares, excluído o do motorista;
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Wood’s esquenta a noite de Ponta Negra em Natal

Quem curte a noite nos últimos anos já sabe: o sertanejo universitário é trilha sonora obrigatória de quase todos os bares e boates que investem em música ao vivo e balada. O fenômeno provou que veio pra ficar, tendo seus próprios festivais, eventos, e casas noturnas – sendo que uma delas fincou as duas botas em Natal nesta semana: a Wood’s, empresa curitibana com 11 anos de estrada, abriu sua primeira filial nordestina na capital potiguar, em Ponta Negra. A casa inaugurou quarta-feira passada, e promete mais festas na sexta e no sábado. Nem precisa de chapéu de cowboy.


Sotaque potiguar
A Wood’s natalense foi produzida nos moldes da marca original sulista, mas terá seu sotaque próprio. O espaço físico reproduz o padrão da casa: o palco ao centro, cercado pelos bares, a cabine do DJ, e uma área cercada como camarote. O visual é inspirado nos bares norte-americanos de country, com luzinhas no teto e ambientação em madeira nas paredes e no piso. Tudo devidamente estilizado, é claro. O ambiente é espaçoso e o cliente pode se movimentar com facilidade.

A música ao vivo tem uma importância central no Wood’s. Todas as quartas, sextas e sábados a casa terá duas atrações musicais por noite. A prioridade será o sertanejo. “Há anos a música sertaneja deixou de ser algo exótico para o nordestino. Hoje ela se mistura sem problema com o forró, o axé, o arrocha. Pensamos nisso como um diferencial”, afirma Dani Abreu, uma das sócias do local. Ela ressalta que, mesmo assim, a Wood’s terá noites com outros ritmos, como samba, forró, pop/rock, dance music. Serão festas temáticas, quinzenais ou mensais.

Sertanejos

O primeiro fim de semana da Wood’s em Natal já vai demarcar o território com o sertanejo. Na sexta-feira (16) o som será com a dupla Neto e Diego, diretamente de Cuiabá. Consagrados em toda região Centro-Oeste e Norte do país, os dois conquistam pela proposta de show: repertório com hits nacionais e regionais de Jorge e Mateus, Henrique e Juliano e Wesley Safadão, ao lado de clássicos do sertanejo de raiz, como Chitãozinho e Xororó. Já o paranaense Roberto Nunes fará um show mais autoral, tocando músicas de seu EP, como  “Vivendo de aparência”, “Fã do seu amor” e “Aguenta minhas loucuras”.

 

Mais uma dose
No quesito gastronômico, a Wood’ vai favorecer os apreciadores de uma boa bebida. Terá espumante, uísque, vodka, tequila, cerveja, gim, saquê, absinto, rum, caipirinhas e caipifrutas, cachaças artesanais, e uma série de drinques tradicionais, como margarita, cuba libre, cosmopolitan, mojito, pina colada, sex on the beach, entre outros. Os famosos ‘shots’ – pequenas porções num copinho pra beber de uma virada só – vão ganhar uma boa variedade de sabores no bar da casa. Para comer, tem apenas o combo snacks, com castanhas, amendoim, etc. “Sabemos que o nosso público não vem aqui para jantar, portanto, optamos por um tira-gosto básico para acompanhar as bebidas”, afirma Dani.

A Wood’s Natal é uma casa nova comandada por jovens veteranos da noite. Dani Abreu e mais os sócios Rafael, Felipe, Gabriela e Mariana Abreu (irmãos e primas) cuidaram do espaço Pepper’s Hall durante seis anos – um tempo considerável para casas noturnas. “Mas a gente queria novidade, a rotina cansa. Fomos na Wood’s de Curitiba e veio a ideia de levar aquela vibe para o Nordeste. Fomos muito bem recebidos pelos proprietários, que aceitaram nosso desafio”, conta Rafael Abreu.  A unidade de Natal é a primeira em que o Grupo Wood’s não irá atuar como sócio majoritário, mas sim como uma cessão da marca. “A parceria nos deu carta branca para ir além de Natal. A ideia é levar esse know how para outras praças do Nordeste”, ressalta Dani.

 

Entretenimento

Para Eduardo Compagnoni, um dos proprietários da marca, a Wood’s já pode chegar sem medo no Nordeste. “Não tem mais conflito de estilos musicais. Hoje somos uma empresa que vende entretenimento. O sertanejo cresceu ao ponto de virar quase uma música pop, fica à vontade em qualquer lugar. Não somos uma marca engessada e que se fecha num nicho. A Wood’s de Natal ainda vai oferecer muitas surpresas”, afirma. Segundo ele, está acontecendo uma troca musical bem saudável na música brasileira atual. “O Sul é repleto de músicos de forró. O Wesley Safadão pode ser forró, axé ou sertanejo, dependendo da festa. No geral, são músicos que estão na boca do povo”, diz.

A Wood’s não apenas serve de palco, mas também tem algumas estrelas do sertanejo como sócios. Entre eles estão Michel Teló, Marrone, e a dupla Fernando e Sorocaba. A casa noturna surgiu em 2005, em Curitiba, durante o primeiro estouro do sertanejo universitário. Os empresários pensaram num local que oferecesse uma estrutura caprichada e diferente para os jovens consumidores do gênero. Deu certo, e em 2009 já abria a primeira filial, no badalado Balneário Camboriú. O grupo está atualmente presente em dez estados.

Serviço:
Wood’s Natal. Av. Engenheiro Roberto Freire, 3071, Ponta Negra. Aberto às quartas, sextas e sábados, a partir das 22h30. Tel.: 3236-2886. 

quinta-feira, 01 de dezembro de 2016

Novas instalações da Trattoria Bella Napoli em Ponta Negra

Familia Bela Napoli
Inaugurada na noite desta terça-feira(25), a nova instalação da Trattoria  Bella Napoli. O evento foi aberto com um coquetel para a imprensa e amigos.Os irmãos Luige Giorgio e Rafaelle Giorgio  estão no mercado há 42 anos, e  tem clientela fiel aos patos italianos  com  um atendimento personalizado e de qualidade  até o horário da manhã.
O Bella Napoli funciona da de terça-feira à domingo no horário das 18h às 5h. e o novo endereço fica na Av. Praia de Genipabu, 2101 em Ponta Negra.
quinta-feira, 01 de dezembro de 2016

Flávio Rocha, Marcelo Alecrim e Pedro Lima participam de jantar com o Prefeito eleito de São Paulo

Os empresários de origem potiguar, Flávio Rocha (Riachuelo), Marcelo Alecrim (ALE) e Pedro Lima (Café Santa Clara), jantaram ontem (29) com o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB). 

Foi na Casa Fasano, em São Paulo, por ocasião do Jantar de Resultados 2016, promovido pela Endeavor, rede que transforma o Brasil. 

Participaram também outros protagonistas do empreendedorismo no Brasil. 

 

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Pesquisa destaca metro quadrado de Pirangi como mais caro de Natal

Contrariando a lógica de precificação de imóveis, onde é considerada a infraestrutura urbana – saneamento, proximidade de hospitais e escolas, por exemplo - para a valorização dos terrenos, o conjunto Pirangi, Zona Sul de Natal, foi apontado por pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe,  publicada no Guia de Imóveis da revista Exame), como tendo o metro quadrado mais caro para imóveis usados.

 Corretores em Natal ficaram sem entender o que fez a localidade ganhar uma posição destacada, uma vez que está em uma área periférica da cidade, com problemas infraestruturais (até de transporte), além da maioria de seus moradores serem de baixa renda. Previsivelmente, Areia Preta continua sendo o bairro com o metro quadrado mais caro da cidade tanto para os imóveis novos quanto usados. Lá, as negociações ficam em torno, segundo a Fipe, de R$ 6.700 a R$ 6.800 e a Praia de Ponta negra em média R$ 3.500 a 3.700.

 Em 12 meses, a alta no preço médio dos imóveis novos de Natal foi de 8,8%, atingindo os R$ 4.140. O índice é um pouco acima da inflação do ano passado, que ficou em 6,4%. Na categoria de imóveis usados, esse ano a surpresa foi o Bairro de Pirangi, na zona Sul de Natal, que apareceu junto com Areia Preta com o preço médio do metro mais caro da cidade, a um valor entre R$ 4.900 e R$ 5.300. O preço médio dos imóveis usados em toda a Natal ficou em R$ 3.299. A alta em 12 meses fechou cravada em 8%.

 Esse ano a pesquisa divulgada na quarta-feira passada (13) trouxe, além de Natal, a cidade de Parnamirim, que figurou com o preço médio do metro quadrado de imóveis usados mais barato entre as cidades pesquisadas no Brasil. O custo ficou em R$ 2.162 e a alta em 12 meses foi de 9,3%.

 Em relação aos imóveis novos, o preço médio no “Trampolim da Vitória” ficou em R$ 2.223, o que traduz um acréscimo de apenas 4,7% em 12 meses. Ainda para os imóveis novos os bairros de Emaús e Nova Parnamirim apareceram com o metro quadrado mais caro (entre R$ 3.501 a R$ 3800); já entre os usados, o primeiro lugar no ranking ficou com o bairro Cotovelo, com o preço médio do metro quadrado entre R$ 6.500 a R$ 6.600.

 Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), Waldemir Bezerra, a valorização do bairro de Areia Preta é comum pelo nível dos prédios que têm sido erguidos no local.

 “São prédios de alto padrão, de luxo, de classe social A, com boa localização e a estrutura que a região apresenta é muito boa. Pelos prédios de alto padrão se evidencia que há uma clientela que está comprando ali e com isso existe uma boa valorização”, explica.

 Por ser uma área praticamente limitada entre a Avenida Governador Sílvio Pedroza e a Rua Pinto Martins, Waldemir considera que encontrar uma área disponível ali para construção é quase uma “raridade”. Bezerra afirma que um apartamento novo em Areia Preta, medindo 280 metros quadrados custa no mínimo R$ 2,1 milhões.

 “É uma região extremamente valorizada, bastante vocacionada para prédios residenciais e com uma bela vista panorâmica. Além disso, dá acesso a Ponta Negra pela Via Costeira”, acrescenta Waldemir, que também é presidente da imobiliária Bezerra Imóveis.

Os metros quadrados imobiliários menos valorizados na capital potiguar estão nos bairros de Guarapes e Planalto, onde a média fica em torno de R$ 2.100 a R$ 2.200. Conforme Waldemir, esse dado se explica devido a esses bairros serem localizados em área de menor índice de infraestrutura.

 “É uma zona para a classe D de Natal, que é uma classe mais simples, mais humilde. Também é uma localidade mais distante do centro e é uma região de periferia. As condições de transporte não são de boa qualidade, a oferta de serviço, de saneamento, tudo isso interfere no preço do imóvel”, explana.

 O surgimento do bairro de Pirangi entre os locais com o metro quadrado mais caro entre os imóveis usados é inexplicável, segundo Waldemir. Ele considera que nesse quesito a pesquisa precisa especificar sobre qual a categoria de imóveis abordada - para qual classe de consumo - e qual metodologia foi usada no estudo. “A pesquisa de valorização tem que ter um elemento comparativo, se não tem fica difícil responder. Esse aumento é com base em quê?”, questiona.

Redução de lucros é medida inteligente

Apesar de o cenário econômico brasileiro estar em um momento turbulento, o presidente do Creci-RN diz que a situação atual pode ser de facilidade para o consumidor, a partir da oferta de imóveis em condições mais atrativas em função da instabilidade econômica.

Já as imobiliárias terão que se render e se abrir a negociações e barganhas com os clientes. Ao longo dos últimos anos o setor imobiliário no Brasil vem sofrendo quedas nos níveis de valorização.

Enquanto em 2009 a inflação marcou 4% ao ano, o preço dos imóveis foi valorizado em 22%. 2011 foi o último ano em que os imóveis no Brasil experimentaram valorizações bem acima da inflação. Ao passo que a inflação foi de 6,5% ao ano os imóveis sofreram alta de 26%.

No ano passado, enquanto a inflação foi de 6,5% ao ano, o aumento no preço médio dos imóveis foi de apenas 7%. Os dados levam em consideração uma média de 20 cidades acompanhadas pela Fipe. Um dado ainda mais amargo para o setor no Brasil mostra que

enquanto a inflação no primeiro trimestre de 2015 foi de 3,8%, a valorização média dos imóveis no país só atingiu 0,7%.

Apesar de os dados mostrarem um cenário complicado para as imobiliárias em nível nacional, Waldemir Bezerra não considera o panorama como uma crise. “Não gosto dessa palavra crise, acho que é um momento de readequação.

Quando tem uma área com muita oferta há outras que precisam de mais investimentos. O que precisa é se ter uma sensibilidade para fazer a leitura e identificar as oportunidades”, orienta.

Em face das dificuldades, ele acrescenta que diminuir a margem de lucro da empresa oferecendo preços mais atraentes é uma “medida inteligente”. Questionado sobre uma média de descontos que as empresas irão oferecer para a aquisição de imóveis em Natal, ele se restringiu a responder que dependerá dos cálculos e da situação de cada instituição.

“Um desconto de 10% já é muito bom; se chegar a 20% ou 30% é excelente. Se o empresário pode fazer isso é melhor do que o resultado ser totalmente comprometido para pagar dívidas de bancos”, aconselha.

Bezerra considera ainda que a retração no mercado, devido às acomodações, escândalos, boatos, desemprego e aumento das taxas de juros acaba provocando que os consumidores se seguram para não fazer investimentos.

“Mas isso é sazonal, é uma onda e a mensagem que fica para o consumidor é que ele esteja atento, busque bem, pesquise bem, mas seja rápido, porque as oportunidades passam e tudo tem limite. No momento em que acaba a oferta os preços sobem de novo”, indica.

Construção não tem lançamentos programados para 2016

Em um período de economia em crise e desconfiança do brasileiro quando às medidas políticas e econômicas do governo Federal, de um lado o consumidor está se segurando para não realizar alguns tipos de investimentos, por outro os investidores das empresas também ficam bem mais cautelosos.

A tradução da desconfiança dos investidores se percebe na ausência de lançamentos do mercado imobiliário de Natal em 2016. De acordo com a vice-presidente de Mercado Imobiliário do Sinduscon- RN, Larissa Dantas Gentile, na indústria da construção de mercado imobiliário de Natal, entre as 120 construtoras associadas ao sindicato local nenhuma prevê lançamento para 2016.

“O que está ocorrendo, preocupa o sindicato, porque nosso produto é de produção demorada, então temos que começar a produzir para vender daqui a três anos. Como as construtoras pararam de lançar porque estamos em momento bem conservador da economia, isso preocupa o setor, porque vai gerar desemprego”. Segundo ela, no Rio Grande do Norte o mercado da construção civil emprega em torno de 41 mil trabalhadores.

Segundo ela, a pesquisa de Índice de Velocidade de Vendas divulgada no ano passado identificou uma quantidade de 4812 imóveis em oferta, que podem ser na planta, em execução ou prontos para venda. O último IVV divulgado ficou em uma média de 5%.

“Significa que se multiplicar por 20 dá 100%, ou seja, em 20 meses acabariam os estoques de imóveis de a indústria parar de produzir”, acrescenta.

Se nada for feito, as consequências da inércia do mercado irão provocar nos próximos meses a falta de produto no mercado; aumento nos preços, uma vez que a oferta diminuirá com o passar do tempo e principalmente o desemprego.

Para tentar reverter o quadro, Larissa Dantas revela que o Sinduscon está buscando pleitear junto aos agentes financeiros novos financiamentos para o lançamento de produtos, a i m de atender às empresas e passar segurança ao mercado.

“Não adianta lançar sem segurança. O que pode ser feito o sindicato está fazendo, que é a viabilização com os agentes financeiros”, garante.

 

Bancos privados entram no jogo

AS NOVAS RESTRIÇÕES de acesso ao crédito para financiamento imobiliário efetuadas pela Caixa Econômica Federal devem provocar um maior interesse pelo crédito habitacional nos bancos privados. A opinião é do consultor da área de crédito e empresário Wandick Lopes. Ele acredita, no entanto, que as mudanças promovidas pela Caixa não são definitivas, mas de curto ou médio prazo.

Desde janeiro de 2016 a Caixa Econômica, detentora de aproximadamente 70% de todos os financiamentos de imóveis no país, alterou as regras para imóveis financiados com recursos da poupança. A primeira alteração se deu em janeiro desse ano, quando o banco elevou os juros para financiar imóveis com os recursos poupados em conta.

Três meses depois, em abril, informou novo reajuste. Elevou as taxas para financiamento de imóveis com valor de até R$ 650 mil (no caso do Rio Grande do Norte), no chamado Sistema Financeiro Habitacional (SFH), do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A taxa de balcão, que vale para quem não tem relacionamento com a instituição, passou de 9,15% ao ano para 9,45%. No caso de quem tem relação com a instituição o percentual passa de 8,75% para 9,30%.

Ainda em abril, a Caixa Econômica Federal anunciou redução do percentual máximo de  financiamento de imóveis usados, de 80% ou 70% para 50% ou 40% do valor de avaliação. No início desse mês, quem também elevou os juros do crédito habitacional foi o Banco do Brasil.

Wandick explica, no entanto, que os recursos para financiamento imobiliário da Caixa não acabaram, apenas ficaram mais restritos. “Quando você tem pouco dinheiro é preciso selecionar a quem empresta e dar prioridade a quem tem um compromisso firmado”, esclarece.

Ainda segundo ele, as mudanças da Caixa foram necessárias devido aos saques efetuados pelos clientes na poupança, muitos motivados pelos boatos de que o Governo Federal iria confiscar a poupança dos brasileiros.

Só nos três primeiros meses desse ano foram sacados R$ 28,2 bilhões na Caixa.

Com isso, o cenário favorece que os bancos privados alcancem uma maior fatia do mercado, além do costumeiramente ocupado. “Os bancos privados e o Banco do Brasil, que é um banco misto, estão contratando mais financiamentos, mas tudo vai passar por uma acomodação”, acrescenta o consultor.

A alteração não afeta, no entanto, nem os imóveis novos, nem as construções do programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal. Ao passo que o banco privilegia essa categoria de residências, ele preserva os empregos que estão sendo criados na construção civil.

Embora os bancos privados ainda financiem imóveis a taxas mais altas do que os públicos, Wandick considera que essa diferença não é tão alta. Em um comparativo feito entre alguns bancos, percebe-se leves alterações nas condições de cada instituição dentro dos parâmetros do SFH.

Em um financiamento imobiliário feito pela Caixa, por exemplo, a taxa mínima fica em 8,8% (para funcionários públicos) e a taxa padrão 9,3%. No Banco do Brasil, tanto a taxa padrão quando a taxa mínima estão em 10,4%.

No caso das instituições privadas como Santander, a taxa padrão é de 10,8% e a taxa mínima é de 9,6%, o que é menor que a do Banco do Brasil. No Banco Itaú as taxas máxima e mínima ficam em 10,4% e 9,9%, respectivamente; e no HSBC, ambas as taxas são de 9,6%.

A diferença de taxas mínima e padrão nos bancos privados tem a ver com a qualidade do crédito e com o pefil de renda. “É de acordo com o risco e com o perfil do cliente”, especifica Wandick Lopes. Isso quer dizer que essas instituições vão variar de acordo com a renda e com o relacionamento de quem solicita o financiamento.

 

Além de considerar pequena a diferença entre as taxas dos bancos, ele orienta que o cliente tem a opção também da portabilidade. Desse modo, se as taxas de outro banco baixarem após um adquirente fechar um contrato, ele pode transferir sua dívida para a instituição que lhe conceder mais vantagens.

“Eu acho que o momento é de comprar. Hoje os imóveis em Natal já vêm com preços muito baixos, nós temos o metro quadrado mais barato do Brasil e o financiamento imobiliário é um endividamento bom, saudável, porque você está comprando um patrimônio que passa a ser seu”, destaca o consultor.

Tendência de alta para taxas privadas Wandick observa que os bancos privados estão ocupando parte da lacuna deixada pela Caixa econômica após as restrições que as novas regras provocaram. Embora afirme que esse novo cenário já esteja acontecendo, ele diz que não há como detalhar números que indiquem o fenômeno, uma vez que o mercado ainda passa por uma adaptação natural ao novo momento. “O que está acontecendo é uma acomodação natural.

Antes você tinha as pessoas todas financiando na Caixa, com os critérios de aprovação que a Caixa tinha e de uma hora para outra deixou de emprestar para os imóveis usados. Os bancos privados começaram a ter uma demanda muito alta e essa demanda eles não estavam esperando”, observa Lopes.

Essa nova acomodação de mercado pode provocar, conforme observa o consultor, um aumento nas taxas de todos os bancos. No entanto, para ele esse novo panorama será bom para o mercado.

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