Greve geral de sexta, 28/4, deve ser a maior da história
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quinta-feira, 27 de abril de 2017
      

Greve geral de sexta, 28/4, deve ser a maior da história

Em Santa Catarina, mais de 40 entidades participam do Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos. Transporte coletivo deve aderir

Mais de 40 entidades sindicais ou associações profissionais, que representam tanto os trabalhadores da iniciativa privada, quanto do setor público, participam da mobilização para a greve geral que está programada para esta sexta-feira, 28/4, em todo o Brasil. A pauta é essencialmente voltada contra as reformas pretendidas pelo governo de Michel Temer, em especial a previdenciária e a trabalhista. As entidades, agrupadas no Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos, representam diferentes tendências, ou seja, seus seguidores têm formação política de centro, centro-esquerda e esquerda. Mas há também os independentes, cuja orientação é meramente técnica ou profissional, que aderiram ao movimento em função das ameaças reais representadas pela política neoliberal da equipe de Temer. As duras medidas contra os trabalhadores já se mostraram ineficazes na Argentina e em inúmeros países europeus, como Portugal, Espanha e França. A consequência mais amarga foi o desemprego, a desvalorização dos salários e pensões que resultou na brutal queda do consumo.
Num levantamento rápido, realizado nesta segunda-feira, 24/4, é possível detectar forte adesão de sindicatos e associações dos maiores municípios catarinenses, como Florianópolis, Blumenau, Joinville, Chapecó, Lages, Criciúma, Tubarão, Itajaí, entre outros. 
Na Capital, a exemplo de outras grandes cidades brasileiras, é aguardada a participação dos trabalhadores do transporte coletivo. Nesta segunda-feira a informação é de que o sistema será paralisado a partir da zero hora de sexta-feira. Sem transporte coletivo, a tendência é de que a greve geral seja a mais significativa da história nacional. Coincidentemente, em julho deste ano completam-se 100 anos da primeira e maior greve geral já ocorrida no Brasil. Foram greves como a de 1917 que resultaram, quase três décadas depois, na edição da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), instrumento fundamental para garantir os direitos mais fundamentais dos trabalhadores. CLT que o governo de Temer começou a revogar quando editou a lei que liberou as terceirizações em todos os tipos de atividades, inclusive públicas.
 
 
 

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