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quarta-feira, 13 de março de 2013

Mostra 'BH elegante', do coletivo Fora das Bordas, terá abertura nesta terça-feira

 

Retratos estarão expostos na Biblioteca Pública Luiz de Bessa

 (Fora das Bordas/Divulgação)
  Retratos da população de Belo  Horizonte criados para romper com a homogeneidade imposta pela vida urbana e procurando dar voz ao cidadão serão apresentados em exposição aberta nesta terça-feira, a partir das 19h, na Biblioteca Pública Luiz de Bessa. Na mesma noite e no mesmo horário, será realizado, no hall do setor Coleções Especiais, o lançamento dos livros The short-short story: A new literary genre e Textos num contexto: Resenhas, artigos, ensaios e pensamentos, de José Flávio Guimarães. A entrada é franca.

A mostra do coletivo Fora das Bordas traz cerca de 30 imagens, realizadas em 2012, nas praças Sete, da Liberdade, da Estação, da Rodoviária, no Mercado Novo e na feira da Afonso Pena. Metade delas reúne série apresentada em vários pontos de ônibus, com pessoas enviando recados com diversos temas. A outra metade é de série dedicada ao retrato, material realizado paralelamente à primeira proposta, que, até agora, estava inédito. A exposição é a primeira em galeria de um grupo que, como conta Flávio Pinto Valle, um dos integrantes do coletivo, faz ação civil usando a arte como forma de dar visibilidade à população de Belo Horizonte.

Os retratos, como explica Flávio Pinto Valle, foram realizados procurando um recorte da população, abarcando homens e mulheres, da juventude à velhice. O que chamou a atenção do grupo, durante a realização das fotos, conta, foi a recepção à proposta. “Ser fotografado e receber a foto na hora reforça a autoestima. As pessoas se sentem lisonjeadas e agradecem com um sorriso, satisfeitas ou chamando amigos para participar. Desejo de ser tratado como indivíduo”, observa, lembrando a dimensão de homogeneização do que é diverso, trazido pela vida nas metrópoles.

A série de retratos com mensagens, por sua vez, além da foto da pessoa, pediu para que os modelos enviassem mensagem para alguém. Surgiram, então, desde mensagens para familiares até outras para a cidade, pedindo respeito e reconhecimento, passando por revelação de dramas pessoais com intenção de tirar preconceito sobre o assunto. Flávio Pinto Valle conta que muitas mulheres resistiram às fotos – não queriam ser fotografadas sem maquiagem. O próximo projeto do coletivo é trabalho sobre os fantasmas de Belo Horizonte. O Fora das Bordas anda buscando forma de transformar o já realizado em livro.

BH ELEGANTE
Exposição de fotos do coletivo Fora das Bordas e lançamento dos livros The short-short story: A new literary genre e Textos num contexto: Resenhas, artigos, ensaios e pensamentos, de José Flávio Guimarães. Hoje, a partir das 19h, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Praça da Liberdade, 21, Lourdes, (31) 3269-1204. A exposição será realizada na Galeria Paulo Campos Guimarães e o lançamento dos livros no hall do setor Coleções Especiais. Entrada franca.

 

terça-feira, 05 de março de 2013

Quatro jovens são presos com LSD e haxixe na Região Centro-Sul de Belo Horizonte

 

Os homens informaram à polícia que voltavam de um sítio onde consumiam drogas

 

 

Dois dos presos já têm passagens pela polícia por roubo e uso de drogas (Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)  
Dois dos presos já têm passagens pela polícia por roubo e uso de drogas


Quatro jovens foram presos na tarde deste domingo com grande quantidade de LSD, haxixe e cocaína, na Avenida Amazonas, altura do Bairro São Agostinho, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), os quatro homens, que são de classe média, alegaram que voltavam de um sítio onde consumiam as drogas. 

Os grupo foi flagrado por militares do Batalhão de Eventos que passavam pela a avenida e seguiam para o Estádio Independência para trabalhar no jogo do Atlético contra o Guarani. “Quando estávamos na Amazonas, vimos um Pálio com quatro jovens em atitude suspeita. Eles olhavam para a viatura um pouco nervosos e quando estávamos próximos ao veículo, diminuíram a velocidade. Neste momento fizemos a abordagem”, explica o tenente Rômulo Morati. 

Os militares fizeram as buscas pessoais nos ocupantes e encontraram no bolso de Luiz Guilherme Gomes de Oliveira, de 23 anos, uma pequena quantidade de haxixe. Com o motorista, Flávio Henrique Rezende, 21. foram encontrados três pinos de cocaína. No porta luvas do carro estavam escondidos 424 unidades de LSD, um triturador de maconha, uma balança de precisão e R$ 1.010. “Nenhum deles quis assumir a posse do LSD. Alegaram que apenas estavam se divertindo com o pessoal em um sítio. Por causa disso, todos serão levados para delegacia”, afirma Morati. 

Drogas foram encontrados escondidas no carro (Maria Tereza Correia/EM/D.A.Press)  
Drogas foram encontrados escondidas no carro

Também foram presos, Lucas Chaves Ramos, de 19 e Mateus Batista de Paula, 20. Segundo a PM, Lucas tem passagens por uso de drogas, e Luiz Guilherme já foi preso por roubo e porte de entorpecentes. O veículo em que eles estavam foi apreendido por estar com a documentação atrasada. 

A PM acredita que o carro foi usado recentemente para transportar grandes quantidades de drogas. Isso porque, cães farejadores foram acionadas e ficaram muito agitados quando chegaram próximo ao Palio. Também foi encontrado um fundo falso no fundo do porta luvas e o forro do veículo estava solto. 

Os quatro ocupantes foram levados para a delegacia distrital no Bairro Floresta, Região Leste de Belo Horizonte e não quiseram dar declarações sobre o caso.

 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Criminosos invadem bancos para explodir caixas eletrônicos em BH

Criminosos invadiram três agências bancárias em Belo Horizonte, durante a madrugada desta quinta-feira (21), para arrombar caixas eletrônicos. Na busca pelos criminosos, a Polícia Militar (PM) prendeu um homem e encontrou uma dinamite com alto poder de explosão.

Uma das agências fica na Rua Isabel Bueno, no bairro Liberdade, Região da Pampulha. Segundo a PM, uma testemunha contou que três homens arrombaram a porta e fizeram uma abertura em um caixa, possivelmente para instalar explosivos. O alarme do banco tocou e os suspeitos fugiram em dois carros. Os policiais fizeram buscas pela capital para encontrar os criminosos. No Anel Rodoviário, eles viram um carro com as mesmas características passadas pela testemunha.

De acordo com a PM, o motorista, de 26 anos, disse que não participou do crime, mas não explicou o que os materiais faziam no interior do veículo. Policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) isolaram a avenida para retirar o explosivo, que foi detonado.

Os militares perseguiram o veículo por cerca de 7 quilômetros e, na Via do Minério, no bairro Betânia, na Região Oeste, o carro foi interceptado. No banco traseiro foi encontrada uma dinamite com alto poder de destruição, além de ferramentas que teriam sido usadas para danificar o caixa.

Durante a operação policial, outro banco também foi invadido, no bairro Nova Floresta, Região Nordeste de BH. Os criminosos usaram um maçarico para arrombar um caixa. O terminal pegou fogo e os suspeitos abandonaram o plano. A polícia acredita na participação de um mesmo grupo nos crimes.

A terceira agência que foi alvo dos bandidos fica na Avenida Antônio Carlos, no bairro Indaiá, Região da Pampulha. Conforme a PM, os criminosos tentaram arrombar um caixa, mas também não tiveram êxito. Eles fugiram depois que foram abordados por um vigia.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Estrangeiros apontam falhas de BH para receber a Copa de 2014

Belo Horizonte é a capital dos bares, mas eles precisam oferecer mais do que cerveja gelada e tira-gostos apetitosos: devem se modernizar. Apesar da variedade de supermercados, não se compra nada sem enfrentar fila. Há 14 mil telefones públicos, só que é difícil achar um que funcione. Quem mora na capital nem sempre põe defeito, mas, aos olhos de estrangeiros, essas deficiências não passam despercebidas. No papel de juízes, eles levantam o cartão amarelo para falhas que podem deixar uma impressão ruim da cidade na Copa do Mundo’2014. E apontam desde problemas que não são nem notados por quem vive em BH até aqueles que são velhos conhecidos dos moradores e autoridades.

A pedido do Estado de Minas, cidadãos de outras nacionalidades avaliaram, com notas de 1 a 5, serviços e características de Belo Horizonte. Apenas um item mereceu nota máxima de todos os entrevistados: a receptividade dos belo-horizontinos. O restante – até mesmo a gastronomia, que levou nota 4 “pelo excesso de tempero” – recebeu ressalvas.

Quando o assunto é transporte coletivo, quem vem de fora faz coro à reclamação dos belo-horizontinos que dependem de ônibus diariamente. A modalidade foi a que recebeu as piores notas em diferentes sotaques. Mas a capital surpreende, comparativamente, no quesito segurança. Os estrangeiros relataram que descartariam outras cidades-sede por se sentirem mais protegidos em BH. Além da capital mineira, receberão jogos do Mundial Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA).
A segurança é o motivo que a administradora norte-americana Maggie Franco, de 35 anos, aponta para qualificar BH como a cidade de que mais gostou no Brasil. A passeio, ela ficou 15 dias na capital. “Nos Estados Unidos, eles falam para termos muito cuidado no Rio de Janeiro. Realmente, fiquei insegura lá e em Salvador. Aqui, estou andando sem medo”, diz.

Maggie se encantou com a Praça do Papa e o Mercado Central, mas não aprovou o transporte público. “As pessoas têm que se empurrar para conseguir entrar no ônibus. Sempre está cheio. E senti falta de metrô”, relata. No dia a dia, ela ainda se incomodou com a espera nos caixas: “É chato ter de aguardar nas filas por atendimento. O comércio deve se preparar melhor para receber as pessoas”, opina.

O prefeito Marcio Lacerda (PSB) e representantes do governo federal já avisaram que não haverá expansão do metrô até 2014, mas assinaram contrato para obras que melhorem a mobilidade urbana. Elas são prometidas há anos, mas o presidente do Comitê Municipal para a Copa’2014, Tiago Lacerda, diz que agora as melhorias saem: “O investimento será em BRT (Bus Rapid Transit). A ideia é implantar 38 quilômetros de corredores rápidos de ônibus. Sabemos que ainda é um obstáculo na capital, mas daqui a quatro anos teremos outro sistema nas ruas”.

Para o kosovar Arton Dermku, de 22, que está estudando na capital, os botecos, um dos atrativos da cidade, serão invadidos na Copa, mas ele tem ressalvas. “Eles precisam se modernizar. Têm que pensar em uma estrutura melhor. As cadeiras e mesas de plástico são desconfortáveis”, reclama. O estudante estrangeiro deve deixar a capital em breve, mas faz planos de voltar. “Quero assistir aos jogos do Mundial aqui. E espero encontrar uma cidade diferente quando retornar.”

A argentina Jorgelina Grau, de 24, que passou seis meses estudando na capital, alerta para um problema que, em tempos de popularização dos celulares, passa despercebido pela maioria dos moradores da cidade: os telefones públicos. “Não dá para contar com orelhões. Demoro a achá-los, eles estão sempre estragados e, quando funcionam, é difícil encontrar lugar que venda cartão por perto. Comprei um chip de celular, mas o que faz o turista que passa poucos dias aqui?”, questiona, explicando que no seu país há cabines, com telefonistas, para facilitar.

Segundo a Oi, responsável pela telefonia fixa pública no estado, há 14 mil orelhões em BH. A empresa não revelou quantos são danificados mensalmente na cidade. Em Minas, 8% dos 101 mil aparelhos passam por manutenção todo mês, devido à ação de vândalos. A empresa informou que haverá investimentos para a Copa’2014, mas não detalhou quais serão.

Se faltam orelhões, os restaurantes a quilo estão por todos os lados, para alegria do engenheiro francês Philippe Mouls, de 45, que mora há cinco anos em BH. “Em muitos países da Europa, não se acha self-service. Aqui, eles são fartos, baratos e gostosos. Os turistas vão adorar essa facilidade”, prevê. Ele também avalia que a capital deve investir ainda mais em segurança e fazer desse aspecto seu marketing: “Quando meus amigos vêm ao Brasil, me perguntam se podem trazer objetos de valor. Eles sentem medo. Se a capital é vista como um lugar um pouco mais seguro que outras cidades, deve-se investir para que se torne ainda mais segura, em níveis internacionais”.
 

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