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História - O melhor do bairro de Carmo, Araraquara, SP

 UM POUCO DE HISTÓRIA.

 

O surgimento do bairro

Carmo, um bairro de comércio forte

Avenida Sete de Setembro um corredor Dinâmico.

O Bairro foi construído por famílias tradicionais da cidade.

 

O surgimento do bairro 

 Hoje, o bairro tem aproximadamente trinta mil moradores, mas até chegar a isso, o local passou por várias fases.
As pessoas que acompanharam a formação do bairro comentam que a visão era só uma: mato. Ao longe, eles dizem que era possível avistar uma igrejinha, aquela que mais tarde se transformaria na Igreja do Carmo.
Os moradores mais antigos contam ainda que não havia carros, o meio de transporte utilizado era mesmo as velhas e boas carroças. Elas, um pouco mais tarde, foram substituídas por charretes. O problema é que eram apenas duas e era comum uma pessoa ficar duas ou três horas esperando no ponto.
E a matriz de Nossa Senhora do Carmo, até 1943, era apenas uma capelinha, rodeada de mato, onde somente um trecho da Avenida Sete de Setembro servia de acesso. Mesmo assim, a festa característica do bairro, já surgia timidamente como quermesses, onde apenas se comercializava alimentação.

Carmo, um bairro de comércio forte

Os moradores do Carmo orgulham-se e muito das maravilhas arquitetônicas ali implantadas, caso do prédio do Fórum do Senac e do clube Araraquarense.
Antigamente o Carmo tornara-se notícia pelos inúmeros craques que ensaiavam os primeiros passos em campos de futebol, usando para isso o espaço onde ficavam os “rapadões” da Portuguesa e do Paulista.
O campo da Portuguesa deu lugar ao Clube Araraquarense e do Paulista ao Fórum, encerando a permanência de alguns craques, enquanto outros fixavam em locais mais periféricos.
Mas o Clube Araraquarense ao ocupar o espaço da “Portuguesa”, propiciou que Araraquara não apenas ganhasse uma sede oficial das mais grandiosas, merecendo a citação e destaque de todos aqueles que nos visitam, mas que principalmente investisse no esporte.
E o Clube Araraquarense, vem investindo maciçamente no esporte concentrando em suas escolhas inúmeras crianças que darão ainda muitas alegrias para a torcida da cidade.
Mas não fica apenas nas Escolinhas a participação do Clube Araraquarense nos diversos esportes, pois as equipes juvenis e adultas representam Araraquara nas mais diversas competições, levando o nome da cidade, honrando principalmente este nome, e contribuindo com suas vitórias para que a desempenho citadino em qualquer campo seja sempre um sucesso.
O Fórum tomou o lugar do campo do Paulista, celeiro de muitos craques, mas forçou que o próprio bairro tivesse outros contornos. Princípios de favelas foram colocados abaixo, não de forma violenta, mas a própria estrutura que cercaria o Fórum assim contribuiu.
Fenômeno bastante comum é a transferência da periferia. Isto sucede de forma dinâmica e pode ser observada até com simpatia pela comunidade, pois o progresso de uma cidade deve ser uma constante.
Este fenômeno pode ser perceptível em vários bairros, onde o progresso instalou-se. Aconteceu no Santana, com a abertura de novas e modernas ruas e a construção da praça.
Aconteceu nos Altos da Vila, com a instalação da Companhia de Polícia e abertura de novas ruas, assim como aconteceu com a pavimentação das ruas do Jardim Universal e no próprio Carmo.
Queiram ou não os tradicionalistas, antigamente, após o cemitério, proliferavam barracos, que, queiram ou não, alguns senão maioria, também habitados por meliantes, ou mesmo vagabundos.
Existia um prostíbulo, disto todos lembram, fazendo com que os próprios imóveis do local deixassem de ter um alto valor, trocando por irrisório.
Veio o progresso e desenvolvimento e com isso também os próprios imóveis foram valorizados, não apenas por força da pacificação do local, outrora turbulento, mas também em razão de que novas residências foram edificadas, desde fitas modernas, em substituição aos barracos, e inclusive moderníssimos prédios, direcionando um novo visual.
O Carmo então prosperou, com ruas e avenidas modernas por onde o trânsito pode escoar, e com isso um comércio pujante passou a abrigar-se no bairro.
Colaborou também para o novo visual da região compreendida logo após o cemitério de são Bento, a construção do Senac, que abriga não apenas a juventude em busca do saber, e da especialização, mas também do pessoal amigo da “3ª idade”, que ali se reúne várias vezes, em palestras e reuniões.
Sem sombra de dúvidas o Senac engloba um alunato direcionando a eles um estudo e treinamento de primeiro nível. São centenas que se colocam em suas salas de aulas, em busca do saber, e quando formados procuram retornar para em novos cursos acrescentarem mais e mais ao currículo.

 

Avenida Sete de Setembro

Um dos destaques também do bairro do Carmo é justamente sua artéria principal, a Sete de Setembro, berço do comércio em todo o bairro.
Os mais antigos do bairro ainda guardam na memória o comércio que ali se instalou no início. Citam eles que era comum os pequenos sitiantes, e as pessoas do campo, ao aportarem em Araraquara dirigirem-se até a Avenida Sete de Setembro.
Naquele local, incidente no início, como somente poderia ser, despontou quase que de imediato, e direcionando a maioria dos produtos ao homem do campo.
Selarias, lojas de artigos para homem do campo, estabelecimentos para a compra de suprimentos, tudo surgiu ali na Sete de Setembro, sendo vibrande seu movimento principalmente nos finais de semana.
Era o homem de campo que chegava ciente de que ali encontraria “de um ao tudo”.
Era o homem do campo que chegava ciente que ali encontraria principalmente o respeito dos comerciantes.
Era a Meca para aonde se dirigia o homem do campo.
Mas com o tempo aperceberam-se os comerciantes que a evolução levava ao homem de campo a mais consumir, e o consumo direto abrangia principalmente os filhos, mais exigentes.
A transformação do comércio na Sete de Setembro então aconteceu, para gáudio de toda a comunidade. Hoje o homem do campo ali faz parada, principalmente porque não foi abandonado, e por dispor de incomensuráveis ofertas, desde para sua utilização, como para utilização no campo e com os animais.
Esta é a Sete de Setembro, cultuada por muitos, objeto de discussão quanto à mão única, que virá, pois o progresso e desenvolvimento do bairro dependem disto.
E o progresso e desenvolvimento do bairro prosseguem em ritmo acelerado, mostrando a toda a cidade a motivação de sua comunidade em colaborar para que Araraquara esteja sempre direcionada a cumprir seu papel, de liderança na região.
O Carmo é inquestionavelmente um dos sustentáculos da cidade de Araraquara, pois contribui com parcela significativa de impostos.
São os empresários do bairro que promovem esta arrecadação por parte do município, empresários do ramo do comércio e da indústria, cientes que estão colaborando para com o progresso e desenvolvimento da cidade.
O bairro através de sua comunidade toma consciência de que este reflete todo o potencial de desenvolvimento da cidade. Atualmente já se aceita a tese de mão única na Sete de Setembro, pois não tem capacidade a artéria para suportar o tráfego intenso.
Mas a mentalidade mudou também na administração municipal, que antes olhava somente para o problema que seria transferir os coletivos urbanos para outra avenida.
A idéia arrojada foi posta em prática nesta administração, ganhando o bairro uma ligação com a Quitandinha através de um balão, que não apenas delimita-os, mas principalmente propicia que o entroncamento seja pleno de segurança.
A meta foi alcançada, e dentro de um espaço de tempo curto, a Avenida Sete de Setembro vai se apresentar como manda o figurino, rápida, segura e confortável.

 

O Bairro do Carmo foi construído por famílias que ainda vivem aqui.

Varias famílias literalmente fizeram do bairro do Carmo o que ele é hoje. Dentre estas: os irmãos Lima, Bersanetti, Segnini, Bombardas, Sônegos, Prada, Pastre, Carmona, Piquera, Galdosi e Ópice. Segundo o morador e um dos fundadores da Sociedade Amigos do bairro, Paschoalin Bombarda, “antes o Carmo era cercado por chácaras e tinha chão de terra. A Avenida Djalma Dutra, antigamente era passagem para boiadas e era chamada de Estrada Guaianases”. Bombarda e sua esposa Cecília moram no Carmo há aproximadamente cinqüenta anos.
O ponto de encontro dos jovens era a Praça da Capela de Nossa Senhora do Carmo, que foi construída em 1897, a partir da iniciativa do engenheiro Belarmino Grossi, com ajuda de moradores do bairro e também de moradores de outros bairros. Anos depois foi construído pela comunidade o salão de festas da igreja, conhecido pelo apelido de Encontrão. O apelido viria dos bailes que eram cenários de vários encontros que viraram casamentos.
Um dos primeiros estabelecimentos comerciais do Carmo foi um posto de gasolina na Avenida Sete de Setembro, cujo proprietário era o senhor Placo. Uma explosão acabou por destruir o local matando varias pessoas e entre elas o proprietário. Anos depois o posto foi reconstruído por outra família. Logo foi surgindo outros estabelecimentos comerciais e de serviços; a primeira oficina mecânica do senhor Antonio Caíres; o primeiro armazém do senhor Colombo; o primeiro bar do senhor Dimas Fattori que também era dono de uma fabrica de sabão - onde hoje funciona a padaria dos irmãos Lima. Também a família Affonso teve grande importância ao construir o único cinema de bairro da cidade, o hoje desativado Cine Coral.

Fontes - Arquivos Biblioteca Municipal.

Tribuna Impressa em Julho de 2000 e 2004

O Diário em agosto de 1993


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